Marketing político em redes sociais e sua importância em 2022

Hoje em dia já sabemos que o marketing político nas redes sociais é peça fundamental para qualquer candidato que deseje ter um mínimo de chance de ser eleito para um cargo público.

Uma campanha de marketing político digital não está completa, se não tiver entre seus elementos estruturais de destaque uma presença forte nas redes sociais.

Sabemos também que a ideia da utilização de ações de marketing político nas redes sociais já está nos projetos de vários candidatos que concorrerão às eleições de 2022, e inclusive muitos deles já começaram.

A pergunta que se faz é: Será que candidatos e equipes de campanha estão preparados para enfrentar o desafio das mídias sociais?

Se levarmos em consideração o que vimos nas últimas eleições, podemos dizer que muitos deles ainda não estão.

Parece que os candidatos entenderam que marketing eleitoral nas redes sociais seria apenas uma questão de jogar para o formato digital, peças criadas para o marketing político convencional, o que certamente não é o caminho mais adequado.

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A implementação de uma campanha política nas redes sociais, na verdade faz parte de um contexto maior que é o de criar uma presença digital séria e bem estruturada nas mais diversas dimensões do marketing online.

O uso das mídias sociais em uma campanha eleitoral é uma complementação de outras ações de presença digital como, por exemplo, a criação de um site ou blog onde o candidato possa apresentar seu perfil detalhado, ideias, propostas e programa de governo.

Em nosso curso de marketing político nas redes sociais, sempre citamos a importância da integração das ações nessas mídias com outras ações da campanha visando a criação de uma sinergia entre as diversas estratégias e dimensões das mídias digitais.

Marketing Político nas Redes Sociais

A base do marketing político nas redes sociais

O marketing político nas redes sociais parte do pressuposto da criação de pontos de contato mais próximos entre o candidato e seu eleitorado em potencial, já que é essencialmente, marketing de relacionamento.

É essa a ideia das redes sociais, criar um canal rápido, fácil e barato para que o candidato possa dialogar com os eleitores, e eles com os candidatos. O marketing político é atualmente um canal de duas vias, as conversas precisam ocorrer.

É essa última parte que faz toda a diferença nas campanhas de marketing eleitoral nas mídias sociais; o retorno do candidato para os eleitores e o uso desse feedback como base para o refinamento de propostas de campanha.

O uso das redes sociais em uma campanha eleitoral só faz sentido se houver plena consciência por parte do candidato e sua equipe, que questionamentos nesse canal precisam ser respondidos, ou seja, é vital que haja interação entre as duas partes.

O eleitor conectado exige uma resposta para seus questionamentos, e o silêncio por parte do candidato é um sinal imediato de desrespeito com esse eleitor, o que leva inevitavelmente à perda de credibilidade.

Além disso, sabemos que através das interações com os eleitores através dos canais de redes sociais temos uma fonte interminável de sugestões e novos pontos de vista que retroalimentam a campanha de marketing eleitoral, aperfeiçoando-a.

É através delas que o candidato e sua equipe conseguem ter uma visão mais clara dos sentimentos e anseios da população e quais propostas são simpáticas ou não ao eleitorado.

O marketing político nas redes sociais é uma forma de se libertar do isolamento provocado pelos gabinetes e ouvir a população em sua forma mais pura de expressão, o diálogo com o candidato.

O marketing político nas redes sociais é um termômetro da campanha fornecendo o melhor retorno que você poderia conseguir, melhor até que muitas pesquisas eleitorais que vemos por aí.

O marketing político nas redes sociais parte de dois posicionamentos básicos em relação à audiência que desejamos impactar:

  1. Interação com o eleitor– A troca de informações e opiniões entre candidato e eleitores sobre as questões do dia a dia. A construção colaborativa e em tempo real de propostas de governo através da participação dos eleitores através dos diversos canais digitais.
  2. Engajamento da audiência– O engajamento se reflete através da participação dos participantes da mídia social como repassadores das mensagens de campanha. A criação e consolidação de uma militância digital capaz de multiplicar o público impactado pelas mensagens enviadas e defender os elementos da proposta de governo.

Sem estes elementos a campanha de marketing político nas redes sociais não fará o mínimo sentido, já que em primeiro lugar, não terá caráter elucidativo ou educacional, e em segundo lugar, não resultará em nenhum acréscimo de valor à proposta inicial.

Se este relacionamento o candidato não estará na verdade desenvolvendo uma estratégia de marketing político nas redes sociais, mas sim, transformando-as em um caixote de madeira disfarçado de rede social onde só ele fala, de maneira puramente panfletária.

Marketing Político nas Mídias Sociais

A importância das mídias sociais no marketing político eleitoral

Como eu disse anteriormente, o marketing político digital é composto por uma série de ações envolvendo aí marketing de conteúdo, e-mail marketing, anúncios no Google e obviamente as estratégias de marketing político nas mídias sociais como estamos debatendo aqui.

Todas estas ações dever ser previamente planejadas dentro do contexto do planejamento da campanha de marketing político digital como um todo, envolvendo todos os canais.

Dentro deste planejamento estratégico inicial, principalmente durante o período eleitoral, é interessante que você dedique um tempo especial para a elaboração do seu plano de marketing eleitoral nas redes sociais, em função da sua relevância nos dias de hoje.

Não se iluda; ter um perfil em uma rede social não vai garantir a eleição de ninguém. O que realmente elege um candidato é uma ação de marketing digital planejada e estritamente sincronizada com outras ações da campanha, inclusive as do marketing convencional.

O marketing político digital exige participação ativa do candidato e sua equipe, transformando o marketing político nas redes sociais em uma ação dinâmica e em eterno processo de renovação e adequação.

O simples fato de criar um perfil nas redes sociais e ficar postando qualquer coisa, não significa ter uma participação nestes canais, já que a real participação em mídias sociais se dá através dos processos de interação com o eleitorado.

Se não houver todo um processo de envolvimento, todo o investimento que você fizer em termos de marketing político nas redes sociais não chegará nem perto do que você pretende alcançar.

O que você precisará

O marketing político nas redes sociais exige uma certa estrutura, pois são tantas ações envolvidas e tantas técnicas a serem utilizadas, que se você não se organizar, a coisa pode ficar muito difícil, principalmente no período eleitoral.

Entre os itens básicos desta estrutura eu destacaria:

  • Pessoal tecnicamente capacitado e conhecedor da legislação eleitoral e regras para propaganda eleitoras em 2022;
  • Ferramentas de gestão de redes sociais que possibilitem a automação de ações, como por exemplo, publicação programada nas diversas redes sociais;
  • Um site bem estruturado e com conteúdo relevante para seus eleitores em potencial, com conteúdo otimizado segundo técnicas de SEO e integração com as redes sociais;
  • Um planejamento de mensuração de resultados das diversas ações, para se ter uma ideia do que está ou não funcionando.

Essa é uma descrição breve do que você necessitará, pois como o mercado está cada vez mais profissionalizado, diversas ações técnicas precisam ser implementadas, para que você consiga alcançar seus objetivos.

Concluindo, se você pensa em implementar ações de marketing eleitoral nas mídias sociais parta do pressuposto de que haverá interação com o seu público-alvo ou então, essa não poderá ser chamada de ação de marketing político nas redes sociais. Mantenha-se em dia assinando a nossa Newsletter.

Por Alberto Valle, diretor e instrutor da Academia do Marketing