Marketing político digital nas eleições de 2018

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Marketing político digital nas eleições de 2018

O marketing político digital nas eleições de 2018 terá um papel importante nos resultados e no futuro do país, na medida em que os canais online ganham relevância no processo de comunicação no país.

A grande mudança em termos de cenário para as eleições de 2018 é a penetração cada vez maior das mídias sociais na sociedade brasileira.

O marketing político digital, desde 2008, quando Barack Obama lançou mão deste canal em sua campanha presidencial, não para se eleger, mas para atrair a militância online para a militância física, ganha cada vez mais força.

A Academia do Marketing, agora em sua sexta eleição brasileira, traz neste artigo algumas considerações.

Tendências do marketing político digital nas eleições de 2018

Com a influência cada vez maior das mídias sociais no processo de formação de opinião do eleitor, é natural que vejamos nas eleições de 2018 uma grande disputa nesta área, principalmente entre os partidos maiores.

Com o fim das doações de campanha por parte das empresas, e com o verdadeiro estrago provocado pela Operação Lava Jato no esquema de caixa dois que sustentava a campanhas de vários candidatos, é normal que tenhamos um realinhamento de estratégias.

Com verbas de campanha bem mais modestas do que em anos anteriores, a estratégia de ganhar espaço nas redes sociais apostando na quantidade de blogs ou perfis nas mídias sociais trabalhando para o candidato, estratégia muito comum nos tempos de Petrolão.

As equipes deverão trabalhar de maneira muito mais técnica, já que o engajamento irá contar muito mais do que a quantidade de postagens, justamente pelo fato dos candidatos estarem trabalhando com equipes mais reduzidas.

Sofisticação tecnológica será umas das tônicas

Outra consequência da redução de verbas nas campanhas de marketing político digital nas eleições de 2018 será o uso massivo de ferramentas sofisticadas de marketing, principalmente na área de gerenciamento e controle das ações em mídias sociais.

Há muito que se fala que a tecnologia veio para substituir o ser humano nas funções mais básicas, e em se tratando de marketing digital a coisa não é diferente. Na medida em que as campanhas contarão com menos recursos, terão que investir em tecnologia.

Ferramentas para agendamento de publicações nos mais diversos canais, ganharão um espeço cada vez maior entre as equipes eleitorais, assim como devemos notar também um crescimento no uso de ferramentas de monitoramento de mídias sociais.

Influenciadores digitais entrarão em campo

Uma novidade em termos de marketing político digital nas eleições de 2018 será o uso profissional dos influenciadores digitais, pessoas de grande influência nos meios digitais que podem ser contratadas para defendeu uma determinada bandeira nas eleições.

Em termos de mídia, isso não é nenhuma novidade, pois se trata de uma prática que já existe desde os tempos do rádio e do jornal, mas que no mundo online vem ganhando contornos cada vez mais nítidos no cenário brasileiro.

A necessidade de profissionalização

Um dos grandes prováveis tropeços dos políticos brasileiros é acreditar que o marketing político nas redes sociais de 2018 poderá ser feito por “sobrinhos” ou pelos “meninos da Internet” como são constantemente referenciados os amadores que se aventuram no marketing político online.

Em um mercado tão competitivo e tão técnico como o que temos hoje em dia, essas são alternativas completamente ineficientes em termos de marketing político online.

O marketing digital atual é extremamente profissionalizado, por isso, achar que aventureiros ou pessoas não tecnicamente qualificadas, poderão conduzir uma campanha de marketing político digital à vitória do candidato, é acreditar também em contos de fada.

Só para se ter uma ideia. No ambiente do marketing digital convencional, não encontramos muitas restrições legais. No caso do marketing político online, temos leis bastante dinâmicas, que se forem violadas, podem ocasionar, até mesmo, a cassação da candidatura.

Uso cada vez maior de técnicas de Second Screen

O horário eleitoral gratuito é hoje em dia uma grande piada. Todos nós sabemos, que além de um aviso para procurar outras atrações, ele pode servir, no máximo, como fonte de “memes” para virarem motivo de escárnio nas redes sociais.

Dedicar um único centavo a este tipo de ação de marketing, a não ser que ele tenha como objetivo uma ação de “second screen”, é simplesmente um desperdício de recursos de campanha.

Por isso, é de se esperar que a propaganda eleitoras na TV, que está prevista para ter início no dia 16 de agosto, segundo o calendário eleitoral de 2018, seja invadida pelo uso da técnica de second screen, onde a mensagem da TV é complementada no Facebook através de uma Live ou então em um canal no YouTube.

O uso da internet nas eleições de 2018 terá muito de criatividade e novas estratégias. Ficar simplesmente publicando postagens nas redes sociais não vai funcionar, por isso, é hora de inovar.

A novidade da mídia paga

Entre as mudanças do cenário do marketing político digital nas eleições de 2018, sem sobra de dúvida a que irá gerar uma mudança maior, e também muita polêmica, será o uso de mídias pagas para impulsionar publicações.

A mudança foi introduzida na Lei nº 13.488 que modificou entre outros pontos, a utilização de mídias pagas para aumentar a exposição de conteúdos publicados na Internet, principalmente aqueles veiculados nas mídias sociais como Facebook e Twitter.

Aplaudida por alguns e criticada por outros, essa é uma variável com a qual não contávamos até as eleições passadas e que certamente irá provocar mudanças nas estratégias de marketing político nas próximas eleições.

As novas regras para as eleições de 2018 na Internet devem afetar também a estrutura de orçamento das campanhas, já que agora, uma parte considerável destes recursos deverá ser direcionada para aumentar o alcance das publicações.

Como já havíamos comentado em um artigo anterior, a campanha eleitoral na Internet já começou e por isso, se você candidato, ou sua equipe ainda não estão preparados, saibam que estão perdendo um tempo precioso.

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Marketing político digital nas eleições de 2018
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2017-12-20T10:23:32+00:00By |Categories: Marketing Político|

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