Planejamento da campanha de marketing político digital de 2016

Planejamento da campanha de marketing político digital de 2014

Planejamento da campanha de marketing político digital de 2016

A planejamento da campanha de marketing político digital é uma das etapas mais críticas para o sucesso de uma presença digital nas próximas eleições.

Da mesma forma que uma campanha física precisa de planejamento prévio, em se tratando de marketing político na Internet, a coisa também funciona na base do método e planejamento estratégico antecipado.

Embora não se possa ter um mapa bem definido das coligações e outros arranjos políticos para as eleições de 2016, em termos de definição de estratégias de marketing político digital, podemos sim deixar a estratégia, ferramentas e pessoal preparados para quando estiver tudo acertado.

Se o candidato já tem um site, o Google Analytics certamente será uma fonte quase inesgotável de informações sobre o eleitorado na campanha anterior e suas tendências atuais. Se nosso político 2.0 está entrando em cena agora, ainda há tempo de gerar alguns dados estatísticos antes do início da batalha.

Planejamento da campanha de marketing político digital

Vamos então ver o que já  podemos fazer em termos de planejamento da campanha de marketing político digital para não sermos pressionados pelos fatos e perdermos a chance de nos preparar adequadamente. Como frisamos em nosso Curso de Marketing Político nas Redes Sociais, o planejamento é a arma mais eficiente para uma campanha na Internet, e no marketing político eleitoral essa questão fica ainda mais crítica.

Busque pessoal capacitado

O marketing político digital é coisa séria e por isso, é preciso ter gente qualificada a frente da campanha. São duas as opções, formar gente da própria equipe ou terceirizar o serviço. Nos dois casos é preciso pensar nisso desde já.

A qualificação em marketing digital, neste caso é essencial. No marketing moderno não há mais espaço para amadores e curiosos. Infelizmente, o que vemos é muita gente se fantasiando de “digital” e agindo como se estivesse em uma esquina distribuindo panfletos.

Prepare as ferramentas de base

Algumas ferramentas básicas como o site do candidato e seu blog, podem ser desenhadas desde já para que possa ser bem estruturado e tenha tempo para ajustes, que se façam necessários. A importância do blog no marketing político digital é inquestionável, por isso, olhe com carinho para essa área.

Minha indicação é que o site e blog sejam feitos na plataforma WordPress para facilitar a manutenção e ser de fácil atualização. Um detalhe importante é ficar atento para uma template responsiva para não ter problemas com os smartphones e tablets.

Projeto de SEO da campanha

Outra coisa que deve ser feita com muita antecedência é o trabalho de SEO no marketing político. Por definição, o processo de otimização de sites já é um processo demorado e por isso deve ser iniciado logo nos primeiros momentos de campanha.

Como pela Lei 9.504 é vedado o uso de mídia paga no marketing político digital, entre outras limitações, para ser encontrado no Google, só mesmo com um bom trabalho de SEO no site e blog da campanha.

Elabore um calendário editorial

A campanha eleitorais de 2016 pode estar longe, mas isso não impede que você comece a preparar um calendário editorial de acordo com o calendário eleitoral, de forma a alinhar a pauta aos momentos de campanha.

Crie também uma rotina editorial para que a equipe tenha metas de atualização conhecidas previamente, evitando assim atropelos na criação de conteúdo e consequentemente, material pobre em sua essência.

Produção de conteúdo

Outro trabalho que deve começar desde cedo. Conteúdo é tudo em termos de redes sociais e ferramentas de busca. Mesmo sem dados concretos para trabalhar, já é possível montar pelo menos esboços de publicações para apoio à campanha.

Postagens para blogs e mensagens de mobilização e divulgação no Twitter e Facebook também podem ser planejados desde já para dar mais dinâmica na hora do “vamos ver” eleitoral. Não se esqueça de criar também um protocolo de SEO para garantir visibilidade no Google e outros buscadores.

Produção de aplicativos

O uso de aplicativos para redes sociais deve ser uma das principais tendências das campanhas de 2014 em função da popularização dos smartphone e outros dispositivos móveis. Portanto, essa é outra arma a ser definida desde já, principalmente porque o mercado esta carente de profissionais de desenvolvimento, o que pode atrasar sua criação.

Se faltarem dados de identificação visual como definição de partido e número, não tem problema. Estes itens podem ser rápido e facilmente incorporados quando houver uma definição.

Aprendizado das ferramentas

Na área de mídias sociais, por exemplo, existe muito a ser feito em termos de conhecimento de ferramentas digitais. É preciso ter gente capacitada em mídias sociais e também com intimidade com as ferramentas com as quais vão trabalhar. No caso do monitoramento de mídias sociais, é importante que a equipe esteja familiarizada com o funcionamento e recursos oferecidos pelo sistema que será adotado.

Como você vê, a preparação de uma campanha de marketing político digital é cheia de detalhes, portanto, antecipe-se e aumente suas chances. Desde já saiba de uma coisa, o correto planejamento da campanha de marketing político digital de 2016 é o primeiro passo para o sucesso eleitoral.

Mantenha-se atualizado sobre planejamento da campanha de marketing político digital e outras questões do marketing político online nas eleições de 2016, o assinando nosso Boletim Informativo.

Por Alberto Valle, diretor e instrutor da Academia do Marketing