Marketing Digital é a carreira mais promissora para 2014 diz consultoria

Marketing digital é apontado como uma das carreiras mais promissoras em 2014

Marketing digital é apontado como uma das carreiras mais promissoras em 2014

Considerado por especialistas um mercado em constante expansão, o marketing digital deve continuar ganhando destaque neste ano de Copa do Mundo no Brasil. O cenário positivo foi divulgado recentemente pela consultoria Michael Page. Segundo pesquisa da consultoria, entre as dez profissões que estarão em alta no país em 2014, o marketing digital aparece em primeiro lugar.

Na opinião de especialistas da área, o resultado desta pesquisa não é nenhuma surpresa. Para eles, o marketing digital já conquistou a sua posição como um dos principais meios de grande relevância do país. “Em 2011, a internet superou pela primeira vez a televisão e o jornal impresso como a mídia mais consumida no Brasil, segundo os dados do IAB Brasil. E em 2013, ultrapassou os investimentos em revistas, de acordo com informações divulgadas pelo Projeto Inter-Meios”, aponta Rodrigo Chagas, consultor há mais de 8 anos e gerente de marketing digital de educação a distância da Unicesumar.

Segundo Rodrigo Chagas, as empresas estão percebendo esta importância e investirão gradativamente na conversão e no relacionamento com o e-consumidor. “É inegável que o brasileiro está mais conectado. Essa realidade foi alavancada, principalmente, pelo aumento da venda de dispositivos móveis mais acessíveis para consumidores que ainda não estavam totalmente inseridos no meio digital e também pelo crescimento da confiança na realização de transações online”, analisa o gerente de marketing digital.

Alta demanda e pouca qualificação

A carência de qualificação na área de marketing digital preocupa agências e empresas de quase todos os estados do Brasil que há meses procuram profissionais com o perfil desejado para preencher vagas abertas. Guga Alves, coordenador de projetos digitais da Agência Trii e idealizador do site Tudo Para WordPress, convive com esse problema de perto. Por trabalhar na coordenação de marketing digital, ele precisa muitas vezes ajudar a selecionar os profissionais para as empresas clientes.

Em sua opinião, Guga Alves acredita que o nível de conhecimento exigido deve aumentar nos próximos anos. “Cada vez mais as empresas entendem como é trabalhar com o marketing digital e buscam selecionar os profissionais mais qualificados nesta grande gama de áreas em que está relacionada o meio digital”, analisa o coordenador de projetos digitais.

De acordo com especialistas da área, é comum profissionais iniciantes não possuírem a visão e as competências necessárias para planejar, analisar e implementar estratégias consistentes. “Não basta ter um login e senha do Facebook para começar a publicar posts de empresa. O mercado precisa urgentemente de profissionais que saibam analisar métricas (ROI) nas principais ferramentas do mercado. Sem esse trabalho de inteligência, não há estratégia que sobreviva”, enfatiza Rodrigo Chagas.

Um gerente de marketing digital pode ganhar até R$ 15 mil por mês

A falta de profissionais qualificados gerou disputa no mercado e, de acordo com a empresa de consultoria Michael Page, a busca por um gerente de marketing digital cresceu de 30% a 40% nos últimos dois anos.

Além disso, o aumento das exigências e da responsabilidade fez com que o salário dobrasse. Em 2009, um gerente da área ganhava na faixa de R$ 7 mil a R$ 8 mil mensais. No último semestre de 2013 a remuneração já estava em torno de R$ 14 mil a R$ 15 mil por mês.

Especialistas ensinam o caminho das pedras

Como o mercado de marketing digital é considerado novo, em constante transformação, os profissionais da área devem estar constantemente atualizados. Acompanhar as notícias pelas redes, buscar entender tudo relacionado a novos recursos disponíveis, participar de cursos, palestras e eventos, e, sobretudo, ler.

O coordenador de projetos digitais Guga Alves acredita que o profissional deve ter paixão pelo o que faz para buscar cada vez mais e mais conhecimento, e não ter vergonha de não saber e perguntar. Segundo ele, o marketing digital depende de muitas áreas como tecnologia da informação, marketing e publicidade, estatística, fora a criatividade e a vontade de inovar. “É preciso entender o marketing digital como um todo para saber em qual área a pessoa se encaixa melhor. Seja no planejamento de marketing, no SEO ou links patrocinados, design ou usabilidade, é preciso nunca achar que já sabe o suficiente e estudar constantemente para buscar melhorar sempre”, afirma.

Rodrigo Chagas, gerente de marketing digital, lembra que a internet é um ambiente bastante hostil e muitas vezes pode assustar o profissional no início de carreira que ainda não domina grande parte das boas práticas do mercado. “Tenho a sensação que o profissional curioso, que não se abate por conta dos desafios, pode estar mais propenso a subir os longos degraus da profissão. Outra competência fundamental é a habilidade em lidar com pessoas. O dia a dia deste profissional é negociar escopo, prazo, preço, recursos com colaboradores e gerenciar conflitos”, ressalta.

Para o jornalista, professor e consultor especializado em estratégia no mundo digital, com doutorado em Ciência da Informação, Carlos Nepomuceno, é fundamental que os profissionais não se esqueçam de estudar e se manter atualizados sobre os fundamentos do marketing. “Não existe marketing digital, o que existe é marketing. A parte digital entra como um novo ambiente com novas regras. Daqui a cinco anos não vamos falar mais de marketing digital, pois todas as mídias vão operar neste ambiente. Por isso, é essencial que os profissionais não se esqueçam do estudo dos fundamentos do marketing”, ressalta o pesquisador que mantém um blog diário sobre suas reflexões.

O autor do livro Gestão 3.0: a crise das organizações, explica que as empresas estão vivendo um processo de migração do modelo tradicional para um outro modelo dentro do cenário digital. E os profissionais destas empresas devem se adaptar a este novo ambiente, onde o diálogo será essencial. “Até agora poucas empresas já migraram para este novo modelo. A base do novo modelo de negócios será o relacionamento constante com os consumidores”, aponta Carlos Nepomuceno.

Por Ursula Neves no Portal Yahoo!

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