4 mitos sobre marketing on-line nos quais você provavelmente acredita

4 mitos sobre marketing on-line nos quais você provavelmente acreditaDevido à pressão constante para mantermo-nos sempre a par das tendências na área do marketing on-line, é fácil não compreendermos bem os resultados de pesquisas e dados sem fundamento podem ser facilmente citados e divulgados.

Analisamos algumas percepções errôneas ou imprecisas sobre o marketing on-line no intuito de ajudar a esclarecê-las.

O que você pode achar: O Facebook morreu e foi enterrado para adolescentes

A realidade: O uso do Facebook entre adolescentes caiu, mas ele continua a ser a rede social mais popular

Segunda uma pesquisa global que envolveu 170.000 pessoas realizada pela GlobalWebIndex, 56% dos adolescentes na faixa etária dos 16 aos 19 anos entrevistados afirmaram que usaram o Facebook no terceiro trimestre de 2013, contra 76% que afirmaram terem entrado na rede no primeiro trimestre de 2013. Trata-se de uma redução significativa.

É importante também observar que algumas das taxas mais acentuadas de queda no uso do Facebook foram registradas entre adolescentes do México (35%) e do Brasil (20%). No entanto, essa queda não significa que a rede “morreu e foi enterrada”.

A pesquisa da GlobalWabIndex observou que, com um nível de uso de 56%, o Facebook continua a ser a plataforma social mais popular entre adolescentes de todo o mundo. E qual seria a segunda plataforma social mais popular entre eles? O aplicativo móvel do Facebook, que apresenta um nível de uso de 43%. A terceira posição é ocupada pelo aplicativo móvel do YouTube, com 39% de uso, e a quarta pelo site do YouTube, com 35%.

O Twitter ficou em quinto lugar em uso, com 30%. A despeito da sua ampla cobertura, tanto o Snapchat (19%) como no Instagram (10%) apresentam níveis relativamente baixos de uso. Por essa razão, o Facebook está em baixa em termos de uso por adolescentes, mas ainda não há um rival capaz de superá-lo.

O que você pode achar: Seus tweets alcançam muitas pessoas

A realidade: Diversas pesquisas indicam que a maioria dos tweets é ignorada

Uma pesquisa do Instituto de Tecnologia da Geórgia, da Universidade Carnegie Mellon e do MIT realizada em 2011 observou que os usuários do Twitter achavam que só valia a pena ler 36% dos tweets. Os 1.500 usuários envolvidos na pesquisa foram solicitados a classificar mais de 43.000 tweets das 21.000 pessoas que seguiam. Cerca de 25% deles foram classificados como tweets que não valia a pena ler e o restante (39%) foi descrito como “mais ou menos” importantes de serem lidos, indicando que não fazia diferença para eles se fossem lidos ou não.

Isso significa que, no total, não vale a pena ler 64% dos tweets ou a importância atribuída a eles é baixa. Aplicando-se essa constatação aos 500 milhões de tweets que são enviados diariamente, observa-se que não vale a pena ler 320 milhões deles ou que eles são considerados apenas relativamente importantes.

Supondo que os 39% considerados mais ou menos importantes sejam lidos, podemos afirmar que, para os usuários do Twitter, não vale a pena ler 125 milhões de tweets enviados diariamente.

Em outro estudo sobre usuários do Twitter realizado pela AYTM em 2011, verificou-se que 31% dos novos usuários do Twitter raramente entram no site para ler tweets das pessoas que seguem. Além disso, mais de quatro de cada dez desses novos usuários (42%) só twittam raramente.

O que você pode achar: Anúncios veiculados em celulares têm um desempenho pior do que os anúncios on-line

A realidade: O desempenho dos anúncios veiculados em celulares é muito melhor

Uma pesquisa realizada pela MediaMind em 2012 comparou o desempenho de anúncios móveis com o de banners padrão em todo o mundo, inclusive na América Latina.

O CTR médio de um banner online na América Latina foi de 0,14%, enquanto o de um banner móvel na mesma região foi de 0,48%.

O que você pode achar: Não é uma boa ideia postar o mesmo conteúdo repetidamente em uma rede social

A realidade: Qualquer link que você compartilhe em uma rede social se tornará irrelevante em três horas

O Bitly, um serviço de encurtamento de URL que também presta serviços analíticos, analisou cliques em links de matérias publicadas no Twitter e no Facebook. Foi observado que a vida média útil de um link era de cerca de três horas nos dois sites. Isso sugere que postar um link para conteúdo apenas uma vez não é a melhor estratégia.

Por outro lado, postar o mesmo link 50 vezes em um dia também não é aconselhável. A ideia seria postar o mesmo link diversas vezes, mas espaçadamente, talvez uma vez por dia ao longo de uma semana ou de um período maior. Também é preciso considerar o meio que será usado.

Com o Twitter, ocorre uma enxurrada de tweets da sua parte e da de todas as outras pessoas que seus seguidores estão seguindo. Por isso, postar um link para o seu conteúdo maior apenas uma vez pode não ser suficiente. Portanto, twittar o mesmo conteúdo uma vez por dia ou mais ao longo de uma semana pode funcionar.

No Facebook, observa-se um fluxo similar de atualizações, mas não tão volumoso quanto no Twitter, de modo que três postagens do mesmo conteúdo em um dia se destacarão e parecerão estranhas. Nesse caso, seria necessário espaçá-las. A questão é que a repetição em redes sociais não é, necessariamente, ruim, mas é necessário um espaçamento para que diferentes usuários sejam alcançados em diferentes momentos.

Por Abel Delgado no Brasil Link

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